Ex-diretor de escola pedófilo negociava pornografia pelo WhatsApp


Registros de conversas entre suspeitos indicam transações bancárias por fotos de menores em situações libidinosas


As apurações da Polícia Civil apontam que Alessandro da Silva Santos (foto em destaque), 45 anos, combinava valores de venda de material pornográfico infantil por meio do aplicativo WhatsApp. Segundo a corporação, o ex-diretor de uma escola particular do Distrito Federal vendia fotos e vídeos a Jobson José de Aquino, 53 anos, preso em Belo Horizonte (MG). As gravações pornográficas exibiam meninos que aparentam ter entre 10 e 16 anos, segundo a PCDF.
Existem ainda indícios de que o material tenha sido comercializado a outras pessoas em Brasília e outros estados do país. Registros de conversas entre suspeitos divulgadas pela polícia reforçam a suspeita de venda das imagens. No diálogo, os acusados trocam comprovantes de depósitos bancários e, em determinado momento, citam uma transferência de R$ 12 mil.

As investigações fazem parte da Operação Lex Scantinia, deflagrada nesta sexta-feira (6/10). Ex-diretor do Colégio Christus, em Taguatinga, que não funciona mais, Alessandro da Silva Santos foi preso em maio. Na casa dele, os policiais apreenderam um HD com centenas de vídeos e imagens sexuais, envolvendo o próprio acusado com adolescentes do sexo masculino, que aparentavam idades entre 10 e 16 anos. O acervo foi o maior encontrado pela PCDF em uma única operação.
Ele foi liberado após pagar fiança e, segundo a Polícia Civil, teria procurado as vítimas, porta a porta, para orientar que apagassem qualquer rastro que pudesse prejudicá-lo. Em setembro, foi detido novamente.
“Através de contatos pessoais, ele abordava os menores nas ruas, geralmente jovens de baixa renda, e, em troca de lanches, celulares e dinheiro, os convencia a gravar cenas obscenas e enviar para ele”, explicou o delegado Ricardo Viana da 24ª Delegacia de Polícia (Setor O). Ele também incentivava que as crianças praticassem atos sexuais entre elas.
Alessandro já havia sido preso em 2015, enquanto diretor da escola, ao tentar entrar em um motel com um jovem de 18 anos. À ocasião, o suspeito trafegava em um carro clonado e portava um brasão da Polícia Federal. Na casa dele, policiais ainda encontraram outros dois veículos com placas clonadas.
Segundo a Polícia Civil, os atos de Alessandro eram praticados desde 1990. Dois adultos, que têm hoje 30 e 31 anos, foram identificados e confirmaram os abusos à polícia. Na época, eram adolescentes e teriam sido aliciados em um fliperama de um shopping no centro de Brasília. Pelo menos 11 vítimas já foram localizadas.


Alessandro vai responder nove vezes pelo artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que prevê pena de um a quatro anos de reclusão e mais dois estupros, sendo um de vulnerável. As penas, se somadas, variam de 23 a 31 anos de prisão em regime fechado.
Comprador
O outro preso na operação, Jobson José de Aquino, foi detido preventivamente no bairro Nova Esperança, em Belo Horizonte. Ele é acusado de comprar as imagens do ex-diretor. Durante o cumprimento do mandado de busca na residência dele, os agentes localizaram um aparelho celular com várias fotos de crianças e adolescentes nus e em cenas de sexo. O criminoso foi preso em flagrante e encaminhado para a delegacia da capital mineira.
Segundo a polícia, os dois criminosos compartilhavam entre si e também na internet — via deep web — imagens e vídeos de crianças e jovens em cenas de sexo, e também mantinham conversas por meio do aplicativo WhatsApp.
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