O Bolsa Família pode estar com os seus dias contados e quem anunciou isso não foi ninguém menos que o ministro da Economia Paulo Guedes. O programa do Bolsa Família como vários outros programas sociais como o auxílio emergencial podem ser substituídos pelo programa Renda Brasil.

5 Versículos Bíblicos que vão melhorar seu dia.

Porém, mesmo que o governo tenha anunciado está mudança, ainda não se sabe muito sobre o programa Renda Brasil ou como o mesmo vai funcionar. No entanto, Paulo Guedes, afirmou que 38 milhões do brasileiros cadastrados no auxílio emergencial terão direito ao novo benefício. O Renda Brasil deve ser ampliado para os trabalhadores informais, ambulantes, diaristas e outros trabalhadores que também não possuem carteira assinada.
Quanto o Renda Brasil pode pagar aos brasileiros?
As informações declaradas por Guedes é de que o Renda Brasil deva aproveitar as bases de dados do Auxílio Emergencial e deve ter um valor baseado no valor do benefício. Caso o programa tome forças e realmente aconteça, a previsão é que o programa pague parcelas que podem varias de R$ 300 e R$ 600.

Além disso, também é uma possibilidade que novas regras trabalhistas sejam consideradas para os pagamentos do Renda Brasil, levando em conta que o ministro citou as mudanças nas leis trabalhistas e na CLT durante anúncio de mudança de programas.

5 Versículos Bíblicos que vão melhorar seu dia.

Posicionamento de Bolsonaro
De acordo com o que o presidente Bolsonaro já informou, o mesmo é a favor do Renda Brasil e defendeu a reformulação do programa social dizendo que o governo não deve fornecer esmolas para os menos favorecidos. Para ele, mais do que liberar valores mensais, é preciso conceder a oportunidade de empregos, aprovando também a proposta do Verde e Amarelo.
Para o Renda Brasil vigorar, o que deixaria de existir?
Esta é uma questão que ainda não está clara. Guedes disse apenas que a intenção do novo programa é unificar vários programas sociais e lançar o Renda Brasil.

A equipe econômica já dava sinais que pretendia realizar uma revisão de benefícios considerados ineficientes o que abriria espaço no Orçamento que permitiria a criação de outros programas sociais.

Entre os benefícios que foram considerados ineficientes estão o abono salarial (que é pago todos os anos a quem recebe até dois salários mínimo e possui carteira assinada), seguro-defeso (pago a pescadores no período em que a pesca é proibida) e o farmácia popular.

O secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, chegou a dizer que o abono salarial deveria ser transformado em complemento para o Bolsa Família.
Razões dos programas serem considerados ineficientes
Sobre o abono salarial, o governo considera que não faz mais sentido pagá-lo, pois quando ele foi criado, era voltado para pessoas mais pobres, porém atualmente ele acaba abrangendo famílias que segundo os critérios atuais, não são mais consideradas necessitadas, mesmo que não seja direcionado para pessoas ricas.

5 Versículos Bíblicos que vão melhorar seu dia.

Já o seguro-defeso pago para que pescadores não trabalhem na época de reprodução dos peixes, também é considerado mal alocado pela equipe econômica e poderia fazer parte do Renda Brasil, que atingiria indistintamente pessoas com rendas baixas.

Por fim o salário-família é o de menor impacto, porém também é voltado para trabalhadores formais, considerados como menos necessitados de apoio do governo.

O economista Sergei Soares do Ipea, realizou um estudo em 2019 que se tornou uma das principais referências para o trabalho que vem sendo realizado. No ano passado, Sergei discutiu com a equipe econômica sobre o assunto.
No texto para a discussão, ele sugere incluir ao Bolsa Família os recursos do abono, do salário família e das deduções do Imposto de Renda, o que causaria um aumento de cerca de R$ 20 bilhões no orçamento do programa, saltando dos atuais R$ 30 bilhões para mais de R$ 50 bilhões por ano.

Leia Também: Começou o pagamento da 3° parcela do auxílio
curtarj.com.br